A trajetória do caboclo que descobriu acidentalmente o manganês do Amapá

Jornalista Cleber Barbosa
2 minutos de leitura
A figura de Mário Cruz, em projeção feita por inteligência artificial, na década de 1940, no interior do Amapá.

Da Redação

Uma publicação regional dedicada a reuniu informações e curiosidades amazônicas, dedicou espaço em uma publicação esta semana para relembrar a trajetória de Mário Cruz, um caboclo do interior do Amapá, que inclusive dá nome a uma importante via no centro histórico de Macapá – por ser considerado o descobridor do manganês. O mineral projetou o Amapá e fez Augusto Trajano de Azevedo Antunes edificar uma holding chamada Grupo CAEMI, um verdadeiro império tupiniquim.

“Em meados dos anos 1940, o caboclo Mário Cruz juntou umas pedras escuras às margens do rio Amapari. Achou que fosse ferro. Ele levava mantimentos de canoa para garimpeiros. Mostrou as pedras ao governador Janary Nunes.

Era manganês. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a mina produziu cerca de 33 milhões de toneladas de minério de alto teor até acabar. A serra se chamava Navio porque o paredão de minério parecia a quilha de um barco.

Só que tem um detalhe que não fecha: segundo pesquisadores da UNIFAP, um engenheiro do DNPM já tinha registrado manganês ali nos anos 1930, e o órgão não deu atenção. No meio da mata, a ICOMI ergueu uma cidade com cerca de 550 casas, cinema e clube. O minério acabou antes do previsto e a empresa saiu no fim dos anos 1990″.
Você conhece alguém que já morou em Serra do Navio? Segue a página: tem muita história do Norte que pouca gente conta. (Baseado em fatos históricos e tradição oral da região).

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